Em STAT/10/189 encontramos Estatísticas do Ambiente relativas à UE.
Foram facultados a Portugal vários milhões de Euros pela UE destinados ao combate à epidemia do nemátodo, que afecta a nossa floresta de pinheiros. O objectivo é não só tentar erradicar a epidemia em Portugal mas também impedir que ela alastre para outros países da UE.
Em Espanha os projectos para desviar águas das bacias hidrográficas do Tejo e do Guadiana está a abrir uma guerra entre várias autonomias. Portugal pode vir a ser a principal vítima desta guerra.
A agricultura intensiva na Andaluzia excede os seus recursos aquíferos, e continuam os transvases ilegais do Rio Chança, afluente do Guadiana, calculados anualmente em cerca de 230 hm3 anuais.
Charingado é um termo algarvio polivalente que significa lixado,chateado,zangado,e que é usado correntemente com expressões e intenções diversas.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
CONFERÊNCIA CLIMÁTICA DAS NAÇÕES UNIDAS EM CANCÚN
A Cimeira de Copenhaga em Dezembro do ano passado foi uma grande decepção, não se conseguiu avançar para uma solução que desse esperança de que o Protocolo de Quioto, que termina em 2012, teria seguimento.
Os grandes poluidores mundiais: EUA, China, Índia, acompanhados pelo Canadá, Japão e Rússia, impediram um acordo com objectivos e metas vinculativas em relação ao aquecimento global.
Chegou-se a um entendimento de que era necessário continuar a reduzir o CO2, estabelecendo cada país metas voluntárias. A ONU tomou nota disto e ficou um grande amargo de boca por mais uma oportunidade perdida.
A Conferência de Cancún, embora continuando a arrastar os pés em questões cruciais, deu um passinho em frente e voltou a dar alguma esperança aos amantes da natureza e deste planeta.
Avançou-se na questão da transferência de tecnologias, em particular as tecnologias limpas, para os países pobres e em desenvolvimento. Também se concordou num Fundo Verde e em compensações financeiras para financiar os países pobres e o combate à desflorestação.
No referente ao aquecimento global marcou-se passo, os mesmos de sempre resistem apesar da Índia admitir agora estar aberta a considerar metas vinculativas para o CO2.
Confiemos que as duas próximas cimeiras, a da África do Sul (2011), e a do Brasil (2012), consigam parir o sucessor de Quioto, a Terra não pode esperar indefinidamente que o bom senso entre finalmente na cabeça dos responsáveis políticos e económicos. Ontem já era tarde.
Algum optimismo nos chega da reunião de Nagóia, no Japão, sobre a Biodiversidade, realizada pela ONU.
Foi aprovado um plano de acção com 20 itens para preservar a biodiversidade e aumentar os actuais 12% de área protegida terrestre para 17% até 2020, e a área protegida marítima de 1% para 10% no mesmo período.
A biodiversidade dos países em desenvolvimento será apoiada e financiada.
A Agência Europeia do Ambiente veio agora propor taxas ecológicas para preservar o ambiente e a economia, e a prosseguir o rumo actual, insustentável no seu entender, a coesão económica e social da Europa ficará ameaçada.
A Comissão Europeia admite que o objectivo de reduzir o CO2 em 20% até 2020 poderá ser cumprido e mesmo subir a meta europeia para 30%. Deus a oiça e lhe faça a vontade.
A nossa ministra Dulce Pássaro afirmou que será elaborado um Programa Nacional para as Alterações Climáticas. Apoiamos isso e faça breve Srª Ministra, e convença os autarcas a respeitá-lo.
Os grandes poluidores mundiais: EUA, China, Índia, acompanhados pelo Canadá, Japão e Rússia, impediram um acordo com objectivos e metas vinculativas em relação ao aquecimento global.
Chegou-se a um entendimento de que era necessário continuar a reduzir o CO2, estabelecendo cada país metas voluntárias. A ONU tomou nota disto e ficou um grande amargo de boca por mais uma oportunidade perdida.
A Conferência de Cancún, embora continuando a arrastar os pés em questões cruciais, deu um passinho em frente e voltou a dar alguma esperança aos amantes da natureza e deste planeta.
Avançou-se na questão da transferência de tecnologias, em particular as tecnologias limpas, para os países pobres e em desenvolvimento. Também se concordou num Fundo Verde e em compensações financeiras para financiar os países pobres e o combate à desflorestação.
No referente ao aquecimento global marcou-se passo, os mesmos de sempre resistem apesar da Índia admitir agora estar aberta a considerar metas vinculativas para o CO2.
Confiemos que as duas próximas cimeiras, a da África do Sul (2011), e a do Brasil (2012), consigam parir o sucessor de Quioto, a Terra não pode esperar indefinidamente que o bom senso entre finalmente na cabeça dos responsáveis políticos e económicos. Ontem já era tarde.
Algum optimismo nos chega da reunião de Nagóia, no Japão, sobre a Biodiversidade, realizada pela ONU.
Foi aprovado um plano de acção com 20 itens para preservar a biodiversidade e aumentar os actuais 12% de área protegida terrestre para 17% até 2020, e a área protegida marítima de 1% para 10% no mesmo período.
A biodiversidade dos países em desenvolvimento será apoiada e financiada.
A Agência Europeia do Ambiente veio agora propor taxas ecológicas para preservar o ambiente e a economia, e a prosseguir o rumo actual, insustentável no seu entender, a coesão económica e social da Europa ficará ameaçada.
A Comissão Europeia admite que o objectivo de reduzir o CO2 em 20% até 2020 poderá ser cumprido e mesmo subir a meta europeia para 30%. Deus a oiça e lhe faça a vontade.
A nossa ministra Dulce Pássaro afirmou que será elaborado um Programa Nacional para as Alterações Climáticas. Apoiamos isso e faça breve Srª Ministra, e convença os autarcas a respeitá-lo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
NOTA CHARINGADA
Vivemos no domínio do absurdo, por um lado o sistema capitalista obcecado pelo lucro inferniza a vida de centenas de milhões de pessoas e, por outro lado, está a destruir de forma brutal a biodiversidade do planeta.
O lucro tudo comanda e subordina ao seu insaciável apetite: homem e natureza.
O clima anda cada vez mais instável e perigoso, quarenta por cento das florestas já desapareceram, o mesmo sucedeu a cinquenta por cento das zonas húmidas; nos últimos trinta anos diminuíram em trinta por cento as espécies vertebradas e estão em perigo de extinção um quarto das espécies vegetais.
Degrada-se a qualidade da água, contamina-se os solos e o ar, mas persiste-se no caminho, e qualquer dia não há PEC que valha a um planeta moribundo.
Em breve vai realizar-se mais uma cimeira sobre a biodiversidade, desta vez em Nagóia, no Japão. Esperemos que não seja mais uma frustração como foi a de Copenhaga.
Todos, a todos os níveis, somos responsáveis.
A propósito disto, embora possa não parecer evidente a relação, a recente aprovação pela Assembleia Municipal de vários projectos que até terão o apoio do PM Sócrates (o que não abona os projectos) é, no mínimo, preocupante.
A CM fica autorizada a integrar uma empresa de capitais privados na qual o privado terá 51% do capital. Fica claro quem manda e que interesses poderão vir prevalecer. É de derreter o coração a preocupação que os projectos serão concretizados “de forma a não privatizar toda a frente marítima”. Agradecemos.
Sabendo nós que o PDM já devia ter sido revisto há muitos anos e ainda não foi, em que estratégia democrática para o desenvolvimento do Concelho de VRSA se inserem estes projectos ad hoc? em que se prometem investimentos de centenas de milhões de euros e mais de um milhar de postos de trabalho directos e indirectos. Onde irá financiar-se uma câmara que consta endividada para participar nesta megalómana operação, ou os investimentos serão totalmente privados e a CM “oferece” o solo público?
E aqui voltamos à biodiversidade. Será que a Mata Nacional, o sapal e a zona húmida da Ponta da Areia levarão mais uma facada dos tais gulosos dos lucros, facada à altura da estranha torre que querem espetar à entrada da barra, com 25 (?) andares ou coisa parecida.
Não existindo em VRSA trabalho para garantir a permanência de pessoas, designadamente de jovens, que venham a ocupar as inúmeras habitações a construir previstas (e certamente nada baratas), será futuramente uma cidade cada vez mais de segunda habitação, isto se a crise que se prevê por longos anos o permitir.
(publicada recentemente no Jornal do Algarve)
INAUGURAÇÃO DO MEU BLOGUE
O dia 1º de Dezembro é uma excelente data para iniciar um blog. Data histórica de recuperação da independência nacional em 1640, de um novo percurso da nacionalidade e de reforço da identidade nacional.
Hoje, em 2010, vivemos um novo processo histórico, ainda recente e jovem, com os problemas de crescimento próprios da idade, que é a fusão gradual dos diversos estados numa entidade supra-nacional que poderá desembocar numa federação.
No nascimento deste blog não me irei alongar mais sobre este assunto.
Este espaço vai ser um local de desabafos, de indignações surdas, de críticas e opiniões, de ligação a amigos mas aberto a quem queira nele participar.
Local também para ir divulgando algumas "escrevinhações" que vou publicando e de pinturas que irei realizando.
MC
Hoje, em 2010, vivemos um novo processo histórico, ainda recente e jovem, com os problemas de crescimento próprios da idade, que é a fusão gradual dos diversos estados numa entidade supra-nacional que poderá desembocar numa federação.
No nascimento deste blog não me irei alongar mais sobre este assunto.
Este espaço vai ser um local de desabafos, de indignações surdas, de críticas e opiniões, de ligação a amigos mas aberto a quem queira nele participar.
Local também para ir divulgando algumas "escrevinhações" que vou publicando e de pinturas que irei realizando.
MC
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