quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

GUADIANA CONTAMINADO

O Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), da Universidade do Algarve, informou recentremente que foram encontrados nas águas do Guadiana vestígios de fármacos desde analgésicos, alcalóides, até anti-inflamatórios, anti-depressivos etc.
As causas são várias sendo a principal a ausência na ETAR de tecnologia que permita tratar os compostos químicos dos medicamentos que assim vão poluir as águas e não só, pois esses compostas foram encontrados também no robalo e em peixes criados em aquacultura.
Não se conhece ainda o impacto desta situação a nível de saúde pública, caso que está a ser estudado.
É de recear caso não se dote a ETAR com o equipamento necessário que na época balnear, na qual triplica a população, o problema se agrave com consequências para a saúde pública. Esperamos que a nível da Delegação de Saúde e das Câmaras de VRSA e Castro Marim, tratem de resolver o problema, verificando também se do outro lado da fronteira o problema é conhecido das autoridades espanholas e se mediadas estão em andamento. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

ESTA UE VAI DE MAL A PIOR

No dia 1 de Janeiro inicia-se o semestre da Presidência Húngara da UE. O governo de VIctor Orban tem deslizado aceleradamente para uma direita radical limitando poderes de instituições estatais, promovendo os seus "boys" e concentrando poderes.
Não contente com isto entrou em vigor uma nova "lei de imprensa" que estabelece a censura, permitindo ver artigos antes de serem publicados, suspender programas de rádio e televisão e mesmo os canais que não apliquem estas "directivas" etc.
Como é possível, com tais leis, que a UE permita que a Hungria presida durante seis meses ao seu destino? Que imagem dará a UE ao mundo com um presidente que estabeleceu a censura no seu país?
Que credibilidade quando se tiver de criticar e censurar regimes repressivos ou autoritários?

sábado, 25 de dezembro de 2010

REGIONALIZAÇÃO NA UE

Curioso que os três estados da UE que se encontram em maiores dificuldades económicas e financeiras, Irlanda, Grécia e Portugal, sejam precisamente os estados em que não existe regionalização e sim um forte poder central.
A Grécia parece ter percebido finalmente que necessita regionalizar e urgentemente, para ter mais ferramentas que sirvam para sair da crise.
Em Janeiro de 2011 a Grécia inicia a sua reforma regional passando de mais de 1.000 municípios para 350, criando em simultâneo 10 regiões administrativas.
Por cá nada se vislumbra, uns apegados ao centralismo, outros ao poder local cada vez menos democrático. 

sábado, 18 de dezembro de 2010

A CÂMARA DE VRSA E MONTE GORDO

Em tempos que já lá vão contava-se a seguinte anedota: estava Deus a fazer o mundo e chegado ao Brasil dotou o mesmo com tudo o que a natureza tinha de melhor. Alguns anjos criticaram Deus por estar a ser injusto e beneficiar aquela região mais do que outras. Deus sorriu e respondeu, - nada temam, depois vou lá colocar portugueses e eles vão estragar tudo.
Lembrei-me desta anedota a propósito de Monte Gordo, beneficiada pela natureza e estragada pelos homens. Hoje é um exemplo português típico de caos urbanístico. Mas, parece, que ainda os homens estão insatisfeitos com a sua "obra" e querem estragar mais, destruindo o que resta.
Segundo o Observatório do Algarve a Câmara de VRSA "aprovou a venda em hasta pública, por 8,5 milhões, de terreno municipal adquirido para zona de lazer na marginal de Monte Gordo. Alteração do PDM dá lugar a prédios até onze andares."
Em Maio de 2010 uma empresa contratada pela autarquia avaliou o valor do terreno em 10,4 milhões.
O Presidente da Câmara, perguntado qual a razão de vender o terreno mais barato dois milhões, "atribui a quebra do preço às condições de mercado e à crise."
Esta crise começa a ter costas muito largas. Não se percebe muito bem, tendo a Câmara técnicos competentes, qual a razão para se pedir a empresas para avaliarem o preço de terrenos?
Quanto custa tais "avalias"?
Adiante. Acusado de "vender a retalho para obter liquidez", dado estar a Câmara com uma dívida de 110 milhões, o Presidente afirma "que é incorrecto dizer que a alienação é para pagar dívidas".
O mais curioso é a dança do destino do referido terreno, fronteiro ao Hotel Vasco da Gama e destinado no PDM a zonamento para equipamentos de lazer. A escritura de 2009 passa o terreno a urbano e a Assembleia Municipal aprova em Junho deste ano uma alteração ao PDM para legalizar a escritura.
O lazer transforma-se em habitação e comércio, negócio obriga.
Turismo de qualidade falam, mas as decisões são de terceiro mundo.