segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A GANÂNCIA CONTINUA A FAZER VÍTIMAS

Segundo tem sido noticiado centenas de empresas portuguesas estão com a corda na garganta, perderam milhões de euros e algumas estão à beira da falência.
No caso não foi a crise a causadora desta situação, mas a ganância de ganhar dinheiro sem trabalhar, isto é, criar riqueza sem estar ligada à produção, a tal economia de casino.
Passando por cima dos aspectos técnicos a coisa resume-se no seguinte: os bancos e as empresas faziam um contrato ligado à flutuação da taxa Euribor;
as empresas ganhavam caso a dita taxa subisse acima de determinado valor, e perdiam se ela descesse abaixo do patamar contratado.
Foram manobras deste género que estão na origem da crise que assolou os EUA e a UE.
A questão levanta muitas interrogações, aqui vão algumas.
Como é possível permitir estas jogadas que colocam em risco não só empresas mas também a economia de um país?
Isto não tem regulamentação?, quem fiscaliza tais aventuras?
Certamente muitos trabalhadores vão cair no desemprego, sofrendo eles e as suas famílias a irresponsabilidade deste sistema de risco fraudulento e quem vai pagar a factura são os contribuintes. Não é a solidariedade social que está em causa, mas os responsáveis por isto ficam sem sofrer qualquer consequência, o que é na verdade tremendamente injusto.
Agora, muitos destes "empresários" irresponsáveis (sabiam bem o que arriscavam),e sem consciência social, vão começar a pedir ao Estado que os auxilie e, naturalmente, alguns vão conseguir subsídios para os seus crimes, tudo dependerá dos conhecimentos e cunhas. 
Este é o sistema que nos rege e que os governos não mudam, pois estão ao seu serviço.  

domingo, 27 de fevereiro de 2011

MAIS UM ADIANTAMENTO

A moção de Sócrates ao XVII Congresso do PS afirma que "Não estão reunidas as condições para a realização do referendo sobre a regionalização nesta legislatura".
Em 2009 a regionalização para Sócrates era uma "reforma indispensável e urgente".
Só há dois países na Europa que não fizeram a regionalização, nós e a Irlanda, dado que a Grécia iniciou em Janeiro a sua regionalização. Azar ou coincidência são os três países em maior dificuldade na UE.
Há sempre uma desculpa para ir protelando a regionalização, facto que evidencia que o "poder central" seja PS ou PSD não está disposto a perder o quero, posso e mando, a subserviência e o beija-mão na distribuição das prebendas.
Com o pretexto de que a regionalização pode trazer mais caciquismo, os Caciques centrais impedem a democratização do poder .

O AMBIENTE POLÍTICO INIMIGO DO AMBIENTE

O Programa da ONU para o Ambiente (Pnua), publicou recentemente um relatório com estudos que demonstram que o crescimento económico e a protecção do ambiente são compatíveis.
Caso se investisse anualmente 2% do PIB global nos sectores da agricultura, energia limpa, pescas, florestas, gestão de resíduos e da água entre outros sectores "verdes", a economia mundial cresceria a um ritmo superior ao actual, mais sustentável e com repercussão positiva no emprego.
E nós, que estamos em recessão, vamos ter de devolver a Bruxelas 121 milhões de euros destinados à agricultura por falhas na sua aplicação e controlo nos anos de 2007 e 2008. No ano passado tivemos de devolver 45  milhões pelos mesmos causas, relativos ao ano de 2006.
É desesperante tanta incompetência, necessitados e criminosamente perdulários.
Mais, está neste momento para ratificação na Presidência da República um novo decreto-lei para facilitar ainda mais os PIN´s. Vale a pena fazer um pequeno exercício de memória: em 1994, com o Cavaco, criaram-se os "projectos estruturantes" que, desde que ultrapassassem os 500 milhões de euros, tinham a sua aprovação rápida; depois vieram os PIN (Potencial Interesse Nacional) para os projectos que tivessem 25 milhões de euros; agora o diploma que aguarda ratificação desce o investimento para ser considerado PIN para 10 milhões de euros.
A experiência destes 17 anos de "projectos" é aterradora, à boleia de promessas mirabolantes de milhares de novos empregos e desenvolvimento económico sabotou-se o ordenamento do território, invadiu-se áreas classificadas e de reserva, mutilou-se paisagens em troca de cimento.

Pelo visto ainda não chega a fúria destruidora, agora com 10 milhões já se pode subverter todas as leis.
Bem se esfalfa a ONU com relatórios e recomendações para um desenvolvimento sustentável e inteligente, o "mercado" é que manda e há sempre poderes que lhes obedecem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CURTA AUSÊNCIA

Após um vírus que atacou o computador, felizmente já curado, retomo esta conversa virtual com os visitantes do blogue referindo dois pontos.
No último comentário aqui publicado perguntava para que servem afinal os espiões, o pessoal das embaixadas dedicados a essas coisas, certamente muito bem pagos, mas que raramente acertam nas previsões e são sempre ultrapassados pela vida e pela história.
Reparem neste naco de prosa do serviço de informações na Líbia (segundo os jornais), e já com o processo em andamento: "...O povo não parece sentir um mal-estar pelo facto de viver em ditadura..."
Viu-se!
O segundo ponto é referente às portagens na Via do Infante que, segundo veio a público, começam a 15 de Abril. Depois de tanta bravata dos autarcas, ameaças de boicotes e sei lá o que mais, curvam as cabeças e resignam-se.
A promessa do governo de só avançar com as portagens depois de concluídas as obras de requalificação da 125 ficaram no tinteiro. Vamos ter portagens sem os melhoramentos na 125, a qual mesmo melhorada nunca será alternativa à Via do Infante.
Precisamos é de alternativas a toda esta gente.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

NOSSA SENHORA DA AGONIA



PDM´s

Parece que acabam de descobrir que o atraso na revisão dos Planos Directores Municipais do Algarve é uma das causas da elevada taxa de desemprego na região.Quem o disse foi o Luís Gomes, líder do PSD algarvio e Presidente da Câmara de VRSA.
Ora acontece que o PDM de VRSA já tem 18 anos e Luís Gomes vai no segundo mandato.
Qual a razão de os PDM´s não terem sido revistos? Se não foram revistos foi por que os autarcas camarários não quiseram, e não quiseram para poderem através de planos de pormenor ir assassinando os PDM´s a favor, designadamente, de novas urbanizações e condicionando o futuro dos seus concelhos com factos consumados.
No nosso entender esta destruição do património algarvio é a principal causa da diminuição do investimento no Algarve terceiro mundista, e da não criação de emprego e novas actividades a complementar o Turismo.
Há quantos a nos se alerta para este perigo?, deram ouvidos?, parece que não.
O crime compensou a especulação e prejudicou a região.