sábado, 9 de abril de 2011

VIVA A ISLÃNDIA !

A Islândia era considerada um dos países mais desenvolvidos e menos corruptos do mundo.
Foi à falência, e o relatório saído da investigação às causas dessa falência revelou que algumas dezenas de banqueiros, empresários e políticos do partido conservador que governou desde 1944 até recentemente, constituíram uma máfia que rebentou com o país.
Ao contrário do que se passa em Portugal vários banqueiros e outros da quadrilha já se encontram na prisão.
Mas o que queremos sublinhar, comparando com Portugal, é que a maioria do povo islandês recusa pagar aos credores as dívidas provocadas pela ganância e irresponsabilidade dos bancos. E são só 320 mil.
O Presidente Ólafujr afirmou: O fundamental é que a Islândia é uma democracia, não um sistema financeiro. Os governos não podem continuar a ser arrastados pelos mercados.
Será que Sócrates e Cavaco conhecem esta situação?
Claro que conhecem, mas o governo e o presidente da Islândia estão com o povo, os nossos estão com o mercado.

QUE SERÁ?

A foto colocada noutro post com o mesmo título tem a sua razão de ser.
Em primeiro lugar como pode a Câmara de VRSA ter permitido tal ocupação do espaço público?
O passeio na Avª da República não é suficientemente largo para tal bizarria, a qual quase não deixa espaço para uma circulação normal das pessoas, e irá complicar a vida de deficientes, a passagem de cadeiras de rodas, carros de bebé etc.
Fala-se tanto em mobilidade e depois a obra desmente as palavras.
Duvidamos que tal coisa esteja em conformidade com regulamentos municipais de ocupação do espaço público ou outras normas sobre a matéria.
Parece ser uma esplanada?, será envidraçada ou aberta com toldo?, e se os outros cafés e restaurantes que se encontram na Avª da República exigirem tratamento idêntico o melhor será andar no meio da rua, com risco de atropelamento, pois no passeio vai ser um inferno.

Não será também tal coisa um atentado à fachada pombalina do prédio?

QUE SERÁ?



segunda-feira, 4 de abril de 2011

23 DE JANEIRO DE 1995

Estou a ler o livro Tempo Contado, do escritor português há muito exilado na Holanda, J.Rentes de Carvalho. É um Diário, mas o autor ultrapassa brilhantemente esse limite e faz-nos com ele viajar pela terra e pela sociedade portuguesa e holandesa.
No dia 23 de Janeiro de 1995, a propósito da intervenção televisiva de Cavaco e Silva em que anuncia que não se recandidata a chefe de governo e que abandona a chefia do PSD, escreve:
A sociedade portuguesa continua baseada no mandonismo e os quase dez anos de governo PSD tornaram-se notáveis, sobretudo, pelos escândalos de corrupção e pelo vergonhoso enriquecimento dos funcionários, dos políticos e da burguesia, à custa dos dinheiros que vindos da União Europeia deveriam ser aplicados no bem público. E nesse particular os socialistas, que certamente vão ganhar as próximas eleições legislativas, irão fazer igual figura.
Com eleições à porta a profecia continua válida, basta mudar os nomes e colocar PS onde está PSD e vice-versa.