Charingado é um termo algarvio polivalente que significa lixado,chateado,zangado,e que é usado correntemente com expressões e intenções diversas.
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
FRASES
Duas frases da manif. de hoje, em Lisboa, dos jovens à rasca :
- quando tudo à tua volta está sujo, o pouco que está limpo passa a ser a nódoa!;
- com o teu voto, ganhe quem ganhar, quem perde és tu!
- quando tudo à tua volta está sujo, o pouco que está limpo passa a ser a nódoa!;
- com o teu voto, ganhe quem ganhar, quem perde és tu!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
ARTIGO DE PAUL KRUGMAN, PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA
Quarta-feira, 25 de Maio de 2011Quem bem avisa amigo é
Paul Krugman é “bête noire” para os nossos economistas de serviço. Não é cómodo lidar com tal crítico áspero do neoliberalismo e da política económica europeia, ainda por cima quando é um Nobel da Economia. “When Austerity Fails”, o seu último artigo no “The New York Times” (22.5.2011) parece-me notável, apesar de eu ser leigo. Por isto me senti na obrigação de o traduzir, para leitura de muita gente. Afinal, o jornal “i” de hoje poupou-me trabalho, publicando “Quando a austeridade falha”. Para abrir o apetite, deixo aqui uma passagem:
Na Europa, pelo contrário, são eles que mandam há mais de um ano, insistindo que a estabilidade da moeda e o equilíbrio orçamental são a resposta a todos os problemas. Por trás desta insistência estão algumas fantasias económicas, em particular a da fada da confiança - isto é, a convicção de que cortar na despesa vai de facto criar emprego, porque a austeridade vai criar confiança no sector privado. Infelizmente, a fada da confiança está a fazer-se rogada e a discussão em torno da melhor maneira de lidar com esta realidade desagradável ameaça tornar a Europa o centro de uma nova crise financeira.
(…) a fada da confiança até agora ainda não apareceu. A crise económica nos países europeus com problemas de endividamento agravou-se, como seria de esperar, e a confiança, em vez de aumentar, está em queda livre. Tornou-se evidente que a Grécia, a Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade, embora Espanha talvez se aguente.
(…) Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida (…) aos credores privados, que terão de se contentar com receber menos em troca de receber alguma coisa. Só que realismo é coisa que não parece abundar.
Por um lado, a Alemanha adoptou uma atitude dura em relação a qualquer ajuda aos vizinhos em dificuldades - isto apesar de uma das principais motivações do actual programa de resgates ser proteger os bancos alemães de perdas. (…) Por outro lado, o Banco Central Europeu está a comportar-se como se estivesse determinado a provocar uma crise financeira.
Vale a pena também a conclusão (tradução minha, por não concordar muito com a do jornal):
Então o que está o BCE a pensar? O meu palpite é que simplesmente não está disposto a encarar a falência das suas fantasias.E se isto pode parecer incrivelmente pateta, bem, quem é que disse que o mundo é governado pela sabedoria?
Na Europa, pelo contrário, são eles que mandam há mais de um ano, insistindo que a estabilidade da moeda e o equilíbrio orçamental são a resposta a todos os problemas. Por trás desta insistência estão algumas fantasias económicas, em particular a da fada da confiança - isto é, a convicção de que cortar na despesa vai de facto criar emprego, porque a austeridade vai criar confiança no sector privado. Infelizmente, a fada da confiança está a fazer-se rogada e a discussão em torno da melhor maneira de lidar com esta realidade desagradável ameaça tornar a Europa o centro de uma nova crise financeira.
(…) a fada da confiança até agora ainda não apareceu. A crise económica nos países europeus com problemas de endividamento agravou-se, como seria de esperar, e a confiança, em vez de aumentar, está em queda livre. Tornou-se evidente que a Grécia, a Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade, embora Espanha talvez se aguente.
(…) Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida (…) aos credores privados, que terão de se contentar com receber menos em troca de receber alguma coisa. Só que realismo é coisa que não parece abundar.
Por um lado, a Alemanha adoptou uma atitude dura em relação a qualquer ajuda aos vizinhos em dificuldades - isto apesar de uma das principais motivações do actual programa de resgates ser proteger os bancos alemães de perdas. (…) Por outro lado, o Banco Central Europeu está a comportar-se como se estivesse determinado a provocar uma crise financeira.
Vale a pena também a conclusão (tradução minha, por não concordar muito com a do jornal):
Então o que está o BCE a pensar? O meu palpite é que simplesmente não está disposto a encarar a falência das suas fantasias.E se isto pode parecer incrivelmente pateta, bem, quem é que disse que o mundo é governado pela sabedoria?
quarta-feira, 25 de maio de 2011
OS JOVENS MOBILIZAM-SE E PROTESTAM
Comunicado N.º 5
25.05.2011
25.05.2011
‘Tod@s
ao Rossio!’
Foi aprovada com grande ovação a continuidade da vigília no Rossio e a marcação da 6.ª Assembleia Popular aberta a tod@s quant@s queiram dar o seu contributo na discussão por uma democracia verdadeira e participativa. Na última Assembleia Popular, com mais de quinhentas pessoas, estiveram presentes estudantes de Coimbra e elementos da manifestação na Puerta del Sol, em Espanha, solidários com o acampamento.
Depois de mais um debate vivo, e de dezenas de participações de cidadãos que aproveitaram o “microfone aberto” para dar voz à sua indignação e para apresentar as suas propostas, foram aprovadas as seguintes decisões:
- foi criado um espaço de informação permanente que dará a conhecer as intenções da vigília a quem passe pelo Rossio e questione o seu propósito;
- foi aprovado que as Assembleias Populares decorrerão todos os dias pelas 19 horas, sendo decidida a sua marcação em cada véspera;
- o trabalho dos diversos grupos estará em contínuo desenvolvimento - Acção Directa e Cultura, Comunicação e Informação, Manifestação (28 de Maio), Manifesto (em construção) e Debates, Organização Formal das Assembleias Populares, Logística, Assessoria Jurídica e de Segurança;
- A cada dia intensificam-se os apelos a apoio logístico: - água, azeite, geleiras, sacos térmicos, latas de conserva, pratos, copos e talheres reutilizáveis, corda grossa, lonas de tecido e plástico para proteger do sol e da chuva, cavaletes, etc…
‘Isto é só o princípio!’
Foi aprovada com grande ovação a continuidade da vigília no Rossio e a marcação da 6.ª Assembleia Popular aberta a tod@s quant@s queiram dar o seu contributo na discussão por uma democracia verdadeira e participativa. Na última Assembleia Popular, com mais de quinhentas pessoas, estiveram presentes estudantes de Coimbra e elementos da manifestação na Puerta del Sol, em Espanha, solidários com o acampamento.
Depois de mais um debate vivo, e de dezenas de participações de cidadãos que aproveitaram o “microfone aberto” para dar voz à sua indignação e para apresentar as suas propostas, foram aprovadas as seguintes decisões:
- foi criado um espaço de informação permanente que dará a conhecer as intenções da vigília a quem passe pelo Rossio e questione o seu propósito;
- foi aprovado que as Assembleias Populares decorrerão todos os dias pelas 19 horas, sendo decidida a sua marcação em cada véspera;
- o trabalho dos diversos grupos estará em contínuo desenvolvimento - Acção Directa e Cultura, Comunicação e Informação, Manifestação (28 de Maio), Manifesto (em construção) e Debates, Organização Formal das Assembleias Populares, Logística, Assessoria Jurídica e de Segurança;
- A cada dia intensificam-se os apelos a apoio logístico: - água, azeite, geleiras, sacos térmicos, latas de conserva, pratos, copos e talheres reutilizáveis, corda grossa, lonas de tecido e plástico para proteger do sol e da chuva, cavaletes, etc…
‘Isto é só o princípio!’
terça-feira, 24 de maio de 2011
Artigo de António Pina
Os 20 magníficos
01h24m
Com 689 000 desempregados e 204 000 "inactivos" (pessoas que desistiram já de procurar emprego), isto é, 15,5% de gente sem trabalho que os critérios estatísticos transformaram em 12,4%, o país já há muito teria soçobrado não fosse o patriótico esforço daqueles que, para compensar a calaceirice nacional, se desdobram por sucessivos postos de trabalho, correndo incansavelmente de um para outro, indiferentes à tensão arterial, ao colesterol, aos triglicerídeos e à harmonia familiar.
01h24m
Com 689 000 desempregados e 204 000 "inactivos" (pessoas que desistiram já de procurar emprego), isto é, 15,5% de gente sem trabalho que os critérios estatísticos transformaram em 12,4%, o país já há muito teria soçobrado não fosse o patriótico esforço daqueles que, para compensar a calaceirice nacional, se desdobram por sucessivos postos de trabalho, correndo incansavelmente de um para outro, indiferentes à tensão arterial, ao colesterol, aos triglicerídeos e à harmonia familiar.
O Relatório Anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal - 2009, da CMVM, agora tornado público, refere "cerca de 20" desses magníficos, todos membros de conselhos de administração de empresas cotadas, muitas delas públicas, que "acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração".
Revela a CMVM que, por cada um destes lugares, os laboriosos turbo-administradores recebem, em média, 297 mil euros/ ano, ou, no caso dos administradores-executivos, 513 mil, havendo um recordista que, em 2009, meteu ao bolso 2,5 milhões de euros.
Surpreendente é que, no meio de tanta entrega ao interesse nacional, estes heróis do trabalho ainda encontrem nas prolixas agendas tempo para ir às TV exigir salários mais baixos e acusar desempregados, pensionistas e beneficiários dos "até" (como nos saldos) 189,52 euros de RSI de viverem "acima das suas possibilidades".
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