Charingado é um termo algarvio polivalente que significa lixado,chateado,zangado,e que é usado correntemente com expressões e intenções diversas.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
OS PROPRIETÁRIOS
OS PROPRIETÁRIOS
A denúncia da Almargem ilustra bem a
situação que vivemos no Algarve e não só. Mais uma vez é uma organização
ambientalista que vem denunciar publicamente uma nova negociata em curso à
custa do nosso património ambiental, com o consentimento de quem deveria zelar
pela defesa dos nossos bens e património, como por exemplo a Região
Hidrográfica. Em terrenos da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Rede Natura
2000, 70 hectares estão nas mãos de uma empresa turística finlandesa que aqui
pretende plantar um olival “biológico”, mas não satisfeitos com isto ainda
ocuparam ilegalmente dezenas de hectares de 80 agricultores.
Estamos em campanha eleitoral, mas não
se ouviram os partidos levantar a voz contra isto, nem as autarquias ou a AMAL?
Hoje encontramo-nos numa situação
estranha. O Reino do Algarve desde o Tratado de Badajoz de 1267, há 746 anos,
ficou definitivamente incorporado no Reino de Portugal e, desde então, a serra,
o barrocal e o litoral foram nossos, e se os administramos mal foi e é um
problema também nosso. Mas começamos a ter de viver num local deixado pelos
nossos antepassados mas propriedade de outros, já não podemos andar por onde
queremos. Aqui nascemos, agora trabalhando muitas vezes para estrangeiros, tendo
de emigrar em grande número para sobreviver, pagando o que consumimos a
chineses, angolanos, alemães, ingleses etc. Somos hóspedes na nossa própria
casa. Ainda há dias um presidente (como diria o Octávio Machado, sabem de quem
estou a falar! não sabem?), em mais uma das suas “promessas” acenava com um
investimento americano na Ponta da Areia. É o mercado, dizem. Precisamos de
investimentos estrangeiros para desenvolver o país. Mas para investir exigem
que nos paguem menos pelo mesmo trabalho, que a educação já não possa ser
universal assim como a saúde, que cortem no orçamento do Estado as verbas
destinadas às funções sociais para que o excedente vá parar às suas mãos
transformado em lucro que, por sua vez, sairá do país.
Contam com os cúmplices portugueses
desta vilania, desde os postos mais importantes a nível governativo e do
aparelho do estado até a sabujos presidentes de junta. É um facto. No dia 29 de
Setembro vamos eleger certamente muitos desses cúmplices que mal se apanharem
no poleiro se transformam em proprietários
do concelho, não para trabalhar em favor dos cidadãos que os elegeram, mas para
se apoderarem do património concelhio para o venderem a retalho a interesses
especulativos nacionais ou estrangeiros, desviando as verbas dos nossos impostos
para bolsos de amigalhaços políticos e partidários, endividando as câmaras sem
qualquer pejo, ameaçando e perseguindo quem se lhes opuser, ignorando as mais
elementares regras democráticas, usando meios camarários em seu benefício
pessoal, comprando o silêncio da imprensa com os “subsídios e publicidade da
traição”, corrompendo através de esmolas disfarçadas de apoios sociais. A regra
é tudo a favor do privado e destruição de tudo o que é público.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
ÓLEO a ÁGUA
ÓLEO A ÁGUA
O óleo a água aparece na Noruega, pela marca Munch, nos
princípios dos anos 70 mas a sua divulgação a sério só começa nos anos 90. A
sua principal característica é a de ser um óleo ecológico composto de óleos de
origem vegetal que não têm água .
Foi concebido para responder ao facto de muitos
pintores não quererem abandonar a pintura a óleo por não se adaptarem ou não
gostarem das outras técnicas mas não poderem continuar a pintar a óleo por
causa das alergias causadas pelos solventes, a terebintina, por certos médios
etc...
Ao mesmo tempo procurou resolver o velho problema
do tempo de secagem . Este óleo paradoxalmente é diluído a água, seca bem e
muito mais rapidamente que o óleo tradicional, e os pincéis e espátulas
limpam-se com água e sabão .
O tempo de secagem anda pelas duas horas, dependendo
da temperatura ambiente. Por precaução deve-se dar mais tempo para garantir uma
boa secagem antes de pintar por cima .
As características da pasta não são diferentes do
óleo, permitem várias camadas respeitando a regra do gras sur maigre mas,
desta vez, o diluente é a água . Mais água ao princípio e menos no fim ou
nenhuma no final , de forma decrescente. Assim tanto podem ser aplicados a seco
como dissolvidos em água .
Quanto à maneira de trabalhar aconselha-se aplicar
em camadas finas enquanto húmido. Após secar é um óleo normal. É compatível com
os outros óleos e pode-se pintar sobre acrílico e viníl . Pode ser usado como
fundo para o óleo normal.
Quando misturado com os outros óleos primeiro
misturar na paleta e só depois juntar a água. Nestas misturas os óleos normais
não devem exceder os 20% a 25% da mistura. Adere bem aos suportes, cobre bem e
permite as veladuras. Como seca com rapidez deve-se deixar secar e só depois
proceder aos acabamentos finos, sombras etc ... Os pincéis são os normais mas
de preferência utilizar os que oferecem uma certa firmeza e suavidade
simultâneamente .
Existem médios próprios para esta técnica, da
Munch e a W&N criou a série Artisan para este fim. Aceita sem problemas os
médios da pintura a óleo tradicional. A Talens também já comercializa este óleo
cada vez mais apreciado e utilizado . Após terminado nada o distingue de uma
outra pintura a óleo .
Subscrever:
Mensagens (Atom)






