sábado, 22 de março de 2014




Imagem e texto pilhados ao Prof . Hernâni Matos








CENAS DE CAÇA (1670). Pormenor de painel de azulejos (158 x 286cm), 
fabrico de Lisboa. Museu de Lamego.

A 21 de Março comemora-se o Dia Internacional das Florestas. A celebração deste dia teve início a 10 de Abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska, nos EUA (EUA). Aí, o jornalista e político Julius Sterling Morton, promoveu o “Dia da Árvore”, incentivando a plantação ordenada de árvores naquele estado.
Em Portugal, as primeiras Festas da Árvore tiveram início na fase final da Monarquia por iniciativa de organizações republicanas. Foi assim que a 26 de Maio de 1907 se realizou no Seixal a 1.ª Festa da Árvore, promovida pela Liga Nacional de Instrução. Dava-se assim início a um movimento cultural e cívico de celebração dos benefícios da Árvore e da Floresta, o qual se traduzia na plantação de árvores em ambiente festivo e de discursos de propaganda a favor da árvore. Por sua vez, o Dia Mundial das Floresta foi comemorado entre nós e pela primeira vez em 1974, tendo sido escolhida, como em muitos outros países do hemisfério norte, a data de 21 de Março, o primeiro dia de Primavera. A data de 21 de Março viria a ser declarada como Dia Internacional das Florestas, por resolução da Assembleia Geral da ONU, de 30 de Novembro de 2012.
No Dia Internacional das Florestas, têm lugar diversas acções de arborização e reflorestação a nível mundial. A comemoração da efeméride visa sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, não só ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Com efeito, estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de dióxido de carbono. 30% da superfície terrestre está coberta por florestas, nelas se realizando a fotossíntese, através da qual há produção de oxigénio a partir de dióxido de carbono. Daí que as florestas sejam consideradas como “pulmões do mundo”. 




Hernâni Matos



A 21 DE Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia. A efeméride visa suscitar uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa, celebrando a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, a criatividade e a inovação. O Dia Mundial da Poesia foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO, a 16 de Novembro de 1999.
http://www.youtube.com/watch?v=9BTKtPgneog

terça-feira, 11 de março de 2014

SILÊNCIO MAS NÃO ABANDONO DO BLOGUE.

 POR DIVERSAS CAUSAS O BLOGUE FOI ABANDONADO DURANTE BASTANTE TEMPO. DEI MAIS ATENÇÃO AO FACEBOOK E À COLABORAÇÃO AO BLOGUE DA AMA, O QUE SOMADO À AUSÊNCIA DE VRSA HÁ SEMANAS E A PROBLEMAS DE SAÚDE DE FAMILIARES EXPLICA ESTE SILÊNCIO.
RETOMO COM UM TEXTO SAÍDO ESTA SEMANA QUE ME FOI PEDIDO PARA SERVIR DE EDITORIAL A UMA NEWSLETTER.
                                                                                                                                                                                                                                                                                            Editorial da NewsLetter de Março de 2014
O 28 de Maio de 2014 é em Junho

Segundo a propaganda governamental a "saída limpa", à "irlandesa", ou "cautelar", ou ainda "monotorização reforçada", será o nosso novo 1640. Seria mais significativo e ajustado à realidade que a data escolhida fosse o dia 28 que, pela sua carga simbólica, marca a entrada e a passagem a um novo período da nossa história.
O 28 de Maio de 1926 carimbou a vitória de uma contra-revolução, o dia 25 de Maio de 2014 terá o sabor amargo da contra-revolução em curso. Qual será a nossa realidade nesse dia?

A razão para a invasão e conquista de Portugal pela troyka foi a elevada divida externa pública e privada do país, ultrapassando somada mais de 200% do PIB. A 25 de Maio a nossa dívida pública será maior do que aquela que a troyka encontrou, o nosso PIB terá recuado e perdido mais de 9 mil milhões euros, e retirados mais de 25.000 milhões à economia e aos portugueses sem com isso se abater o défice do Estado.

A 25 de Maio vamos continuar a ser condicionados política e financeiramente pela impossibilidade de podermos pagar a dívida, e os credores não perdoam e com troyka ou outro nome continuaremos em 1639 com o relógio do Portas mas sem pilhas.
O fracasso da austeridade é uma evidência e um facto, mas o que foi avançado como justificação para a sua aplicação afinal escondia um objectivo ideológico reaccionário, claro e preciso de destruição do Estado de Direito, do Estado Social e de empobrecimento dos portugueses, só possível por a direita ter conseguido o seu sonho: Presidente, Governo e maioria absoluta na AR.

Estes anos de governo PSD/CDS deixaram um monte de destroços. Os seus objectivos foram e estão a ser concretizados "custe o que custar" no afrontamento constitucional tentando forçar a Constituição e a Justiça à subordinação ao poder político e aos interesses económicos.

O Serviço Nacional de Saúde é desmantelado à nossa vista, os índices e indicadores de mortalidade infantil, de tuberculose, oncológicos agravam-se. Faltam medicamentos, aumentam os custos, alargam-se as listas de espera e os prazos para operações e tratamentos, encerram-se hospitais.

Na Educação, na Ciência e na Cultura a mesma situação, visando um ensino para pobres e outro para ricos, cortes e redução de professores e pessoal, nos orçamentos, na educação pré-escolar, na autonomia e capacidade de decisão das escolas, cresce o absentismo e abandono escolar enquanto aumentam as verbas para o ensino privado.
Os trabalhadores do sector público e do privado são confrontados com novas leis que degradam as condições de trabalho, precarizam vínculos laborais, facilitam os despedimentos, aumentam horários de trabalho, horas extraordinárias mais baratas, diminuem as férias e feriados, reduzem salários e vencimentos, proletarizam a classe média, aumentam a carga fiscal e facilita-se o Lay-off.

As Forças Armadas e de Segurança são desconsideradas e sofrem cortes nas remunerações e nos orçamentos que impedem a manutenção de muitos serviços e diminuem a sua possibilidade de actuação em defesa dos cidadãos.

O desemprego real é muito superior ao oficial dado a emigração de mais de 200 mil portugueses nos dois últimos anos, a maioria jovens e com elevadas qualificações escolares e profissionais, ao que se somam outras centenas de milhar que já desistiram de ir aos centros de emprego e aliviam artificialmente as estatísticas. Os pais e os avós, apesar da redução das reformas e dos apoios sociais, dos abonos de família, transformaram-se na almofada que vai atenuando os dramas sociais dos filhos e netos.
A pobreza real subiu para níveis assustadores, dois milhões de portugueses subsistem com grandes dificuldades, mais de 400 mil sem qualquer apoio, os suicídios aumentaram, a fome é de novo uma realidade, o número de casas abandonadas por incapacidade de pagar as prestações bancárias ou as rendas aumentou assim como o crédito mal parado atingiu quantias tão elevadas que tem sido escondido. A evasão fiscal aumenta e a corrupção acompanha a degradação da economia.

No ambiente desmembram-se as redes e reservas ecológicas, os PIN´s ultrapassam todos os obstáculos legais, e agora avançam os PIN´s para o mar. A Justiça afoga por falta de meios, encerram-se tribunais e repartições de finanças acentuando a desertificação do interior.

As privatizações vão continuar para obter dinheiro para a dívida e juros, tudo está à venda, desde que seja cobiçado por interesses especulativos e dê dinheiro para ser evaporado na dívida impagável.

É neste quadro político e social, que peca por defeito dado estar incompleto e não ser exaustivo que vamos recordar 40 anos de Abril. Tem de ser uma data comemorada sem rotina, uma grande jornada de esclarecimento, mobilização e memória comparativa com os tempos presentes. As forças democráticas têm a responsabilidade de trazer Abril e os seus valores para a rua e a consciência dos mais jovens, por uma sociedade mais justa, democrática, soberana. É forçoso que o 25 de Abril de 2014 mobilize energias e vontades para que no dia 25 de Maio se obtenha uma grande vitória eleitoral democrática nas eleições para o Parlamento Europeu (PE), que contrarie e desminta as sondagens recentes.

A tarefa não será fácil, mais ainda pela provável concorrência de várias listas de esquerda às eleições, e o sentimento de muitos portugueses será de desconfiança e hostilidade para com o PE que será visto como mais um dos organismos da UE como a troyka e responsável também pela situação desastrosa em que vivemos, o que facilitará a demagogia e o radicalismo. A importância de eleger deputados das forças democráticas e de esquerda tem de ser um combate esclarecedor para se perceber que uma forte componente democrática no PE será um aliado na luta dos povos contra as políticas de austeridade.

Uma nova derrota eleitoral da direita após a sofrida nas eleições autárquicas confirmará o isolamento deste governo PSD/CDS, renovará a condenação da sua política deliberada de destruição social e empobrecimento, e pode abrir caminho a eleições antecipadas e a uma alternativa democrática.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

AUSTERIDADE E ECONOMIA PARALELA


Este será certamente a minha última publicação de 2013, um excelente artigo que confirma, se necessário ainda fosse, que existem recursos que evitavam as "troykas baldrocas". A política financeira e económica posta em execução por este governo com o apoio do Cavaco nada tem a ver com a austeridade, esta é sim um pretexto para uma ofensiva antidemocrática para colocar Portugal e os portugueses nas mãos dos "mercados" como as tentativas para para vergar o Tribunal Constitucional confirmam.
Que 2014 nos traga o fim deste pesadelo, mais humanidade e justiça social.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A VERDADE E A PROPAGANDA

Em primeiro lugar o sincero desejo a todos os amigos e visitantes deste blogue de Boas Festas e que o Novo Ano vos traga mais prosperidade, saúde e alegria.
Em segundo lugar dizer que, infelizmente, a propaganda mentirosa deste governo e dos partidos que o compõem ficou demonstrada mais uma vez ontem, com a declaração de Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu, ao afirmar que portugal vai precisar de mais um programa de auxílio quando terminar em Julho de 2014 o actual programa de resgate. Nem poderia ser de outra forma, dado chegarmos a 2014 com uma dívida maior do que aquela que deu origem ao pedido de resgate, com a economia productiva destruída, os nossos bens privatizados por estrangeiros, desemprego escandaloso só não mais grave dado a enorme emigração e com o Estado sem meios para garantir saúde, pensões e educação dignas desse nome.
Além do mais sem oposição política e social forte em consequência da sua incapacidade para se juntar e derrotar esta desgraça governamental que nos desgraça.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

MANDELA E SANTOS DOCE

O artigo que a seguir se divulga é oportuno. A diferença entre Mandela, um homem digno e decente que sacrificou a sua vida por um ideal democrático e será sempre uma referência para o futuro, e o Santos Pingo Doce que quer voltar ao passado de forma conspirativa para explorar ainda mais os portugueses.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PARA OUVIR COM ATENÇÃO.

http://www.youtube.com/watch?v=SVaxY9oJEz4&feature=youtube_gdata

passar o rato sobre o link e depois clicar com o lado direito e "ir para http" ... etc.