Charingado é um termo algarvio polivalente que significa lixado,chateado,zangado,e que é usado correntemente com expressões e intenções diversas.
domingo, 12 de junho de 2011
EXEMPLO EXEMPLAR
A Islândia, pequeno país, com menos população do que o Algarve, tem demonstrado nesta crise imposta pela gula capitalista uma grande dignidade e corajem. Quem nos dera que isto fosse contagioso, os políticos têm de ser responsabilizados pelos seus actos, não só políticamente mas também criminalmente quando favorecem interesses que prejudicam gravemente a sociedade.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
DIVULGAMOS UM TEXTO DO BLOGUE PELA DEMOCRACIA QUE ACHAMOS OPORTUNO
Surpreendido pelo súbito activismo do presidente da República, que começou bem cedo na manhã de segunda-feira, o Comité Central do Partido Comunista Português, pela voz de Jerónimo de Sousa, veio denunciar, logo na terça, o atropelo das normas constitucionais que regulam o processo de nomeação do novo Governo, anunciando que não hesitará em recorrer ao Tribunal Constitucional para garantir o respeito da Lei Fundamental. A vigorosa advertência do PCP, desta vez endereçada ao próprio presidente, o que não é vulgar, merece ponderação pese embora o seu manifesto exagero, porque não há democracia fora da Constituição, salvo como prenúncio de rupturas que nos convém evitar.
Seria natural que o PSD e o CDS reunissem logo a seguir à noite eleitoral para preparar a formação de um novo Governo, sem ficar à espera de qualquer iniciativa do presidente que, conforme dispõe a Constituição, só pode nomear o primeiro-ministro após a publicação oficial dos resultados eleitorais, depois de os ponderar livremente e após audição prévia dos partidos. Diligências para tornar o processo mais expedito são, no actual contexto, bem-vindas, mas o presidente perdeu uma boa ocasião para valorizar a independência da sua função soberana e para mostrar alguma deferência pela Assembleia da República, dispensando-se de ouvir, ainda que informalmente, todos os partidos que, além do mais votado, nela também obtiveram assento. O Governo é politicamente responsável perante a Assembleia e a esta cabe o encargo constitucional da fiscalização da actividade governativa. Por isso mesmo, o novo Governo continuará a ser um mero governo de gestão até que os deputados tomem posse e a Assembleia aprove o seu programa, o que não acontecerá seguramente antes dos finais de Junho. Não seria pois uma perda de tempo que o chefe de Estado, depois de uma campanha eleitoral obscura e truculenta, curasse com mais desvelo as instituições da República e convocasse, com adequada solenidade, o regresso à normalidade democrática, fazendo jus ao seu próprio estatuto de eleito por sufrágio universal e directo.
Desde que Albert Einstein formulou a teoria da relatividade, sabemos que o tempo se tornou uma mera variável da velocidade da luz. Cada coisa tem o seu tempo. O tempo do recordista dos 100 metros é diferente do tempo do jogador de golfe. Licitar na Bolsa é mais rápido do que formar um governo. O tempo televisivo é diferente do tempo constitucional. A pressa do presidente será compreensível, mas adensou uma atmosfera de atribulada precipitação que se apoderou de um país que se move agora por controlo remoto para atender instruções da Comissão Europeia, para cumprir os prazos acordados com a troika, para prometer a multiplicação de entidades de controlo orçamental, para conseguir, enfim, chegar a horas à próxima cimeira de Bruxelas. Não é com pressas nem subserviência que vamos esconjurar a crise. É tempo de reconhecer que a rábula que fez sucesso nos anos oitenta, do "bom aluno da Europa" que afincadamente fazia todos os trabalhos de casa apenas na expectativa de um elogio ou de um biscoito do professor, não resulta.
Os anónimos mercados financeiros e as agências de "rating" não são instituições de caridade que se comovam ou deixem seduzir pelas nossas manifestações de gratidão. Os empréstimos que os nossos parceiros europeus nos concederam não são dádivas generosas, O "Fundo Europeu de Equilíbrio Financeiro" é o instrumento precário de uma governação económica incipiente que a União terá de reformar drasticamente se quiser sobreviver. Foi o comissário Europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, que admitiu há dias que os juros das dívidas soberanas da Grécia, Irlanda e Portugal, fixados em função do risco do empréstimo, deviam ser revistos em função das condições de desenvolvimento económico dos países em crise. Nem há outra maneira, como já se vê na Grécia, de assegurar o pagamento das dívidas e dos juros. Por isso o memorando de entendimento tem de ser encarado como um guião incontornável que nos comprometemos a cumprir e que poderá ser melhorado. Não é, certamente, uma profissão de fé nem uma questão de honra!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O VOTO NO LOBO
Às 00H11 do dia 6 constato que, infelizmente, tinha razão. A direita ganhou e tem possibilidades de governar com maioria absoluta e a esquerda sai esfrangalhada desta contenda.
A direita realizou o seu sonho de sempre, vem desde o tempo do Sá Carneiro :
Um PR, o Governo e maioria na AR.
Até as facadas no PS começaram mais cedo do que previra, com o António José Seguro a candidatar-se sôfrego à sucessão sobre o ainda quente cadáver do Sócrates. Não foi bonito de ver.
O BE sofreu uma derrocada mas reconheceu o facto, coisa pouco habitual à esquerda. Os próximos tempos vão ser agitados dentro do PS e do BE.
O PCP aguentou-se e, como sempre, veio autovangloriar-se como se tivesse tido uma vitória.
Se a esquerda não entender que tem de convergir na acção para galvanizar e dar esperança iremos ter muitos anos de direita, e dessa tragédia pode vir a não sobreviver.
O CDS obteve o seu objectivo, ser indispensável para uma maioria de direita, e pode agradecer ao PSD a ajuda que lhe deu, pois o PSD ao guinar tanto para a direita até fez parecer o CDS de esquerda com bandeiras sociais, o desenvolvimento da agricultura etc.
A nova situação política faz adivinhar para breve uma luta renhida para rever a Constituição, não só "necessária" para cumprir os objectivos da troika, mas também para liquidar de vez com o SNS, o ensino público e por aí fora. Como a direita não tem os dois terços necessários para tal fim tudo irá depender do PS, que ainda não sabemos o que irá ser no pós-Sócrates.
Resumido, as ovelhas em lugar de escolher um bom pastor para cuidar bem do rebanho votaram no lobo. Agora vão ser todas comidas.
Tempos maus estão a caminho.
A direita realizou o seu sonho de sempre, vem desde o tempo do Sá Carneiro :
Um PR, o Governo e maioria na AR.
Até as facadas no PS começaram mais cedo do que previra, com o António José Seguro a candidatar-se sôfrego à sucessão sobre o ainda quente cadáver do Sócrates. Não foi bonito de ver.
O BE sofreu uma derrocada mas reconheceu o facto, coisa pouco habitual à esquerda. Os próximos tempos vão ser agitados dentro do PS e do BE.
O PCP aguentou-se e, como sempre, veio autovangloriar-se como se tivesse tido uma vitória.
Se a esquerda não entender que tem de convergir na acção para galvanizar e dar esperança iremos ter muitos anos de direita, e dessa tragédia pode vir a não sobreviver.
O CDS obteve o seu objectivo, ser indispensável para uma maioria de direita, e pode agradecer ao PSD a ajuda que lhe deu, pois o PSD ao guinar tanto para a direita até fez parecer o CDS de esquerda com bandeiras sociais, o desenvolvimento da agricultura etc.
A nova situação política faz adivinhar para breve uma luta renhida para rever a Constituição, não só "necessária" para cumprir os objectivos da troika, mas também para liquidar de vez com o SNS, o ensino público e por aí fora. Como a direita não tem os dois terços necessários para tal fim tudo irá depender do PS, que ainda não sabemos o que irá ser no pós-Sócrates.
Resumido, as ovelhas em lugar de escolher um bom pastor para cuidar bem do rebanho votaram no lobo. Agora vão ser todas comidas.
Tempos maus estão a caminho.
sábado, 4 de junho de 2011
UF!, CHEGOU AO FIM,AMANHÃ É PARA PENSAR
Terminou a campanha eleitoral e, mesmo antes de começar, já todos sabíamos os resultados que teriam de ser se acordo com a vontade dos "mercados",pois os credores não brincam com o dinheiro que emprestaram, e o governo a sair das eleições teria de ser de direita para garantir os pagamentos nos prazos que estipularam e com os juros estabelecidos.
O que parece mais que provável é um governo PPD/CDS, não só por serem mais fiáveis para cumprir as ordens vindas de fora mas também por estarem de acordo com as medidas impostas, quer no plano político/ideológico, quer no plano económico. Até, para mostrar serviço, irão mais longe do que as ordens dos patrões e aproveitarão a embalagem para destruir tudo o que puderem nos apoios sociais, na educação e saúde públicas, e avançarem na privatização do Estado.
O PS perde por ter ficado refém do Sócrates, muitos irão votar na direita só para o verem pelas costas. Perdidas as eleições e se afastados do poder iremos assistir às facadas nas costas do Sócrates por aqueles que ainda hoje lhe davam palmadinhas nas ditas. O Almeida Santos já começou.
O CDS é, na minha opinião, o grande vencedor, pois sem ele não haverá maioria parlamentar e terá ministérios importantes. Mais, as sondagens apontam para que a sua votação seja igual ou ande lá perto da soma do PCP e BE.
Se assim for é uma grande derrota para a esquerda e, desta vez num período de grande descontentamento e crise que, em princípio, seria o ideal para captarem os votos de protesto e descontentamento.
Desta vez não podem meter a cabeça na areia como a avestruz e cantarem pateticamente vitória, ou analisam a sério o que lhes aconteceu ou correm o risco de se tornarem dispensáveis.
Gostaria de me enganar totalmente, ficaria feliz com o meu erro.
O que parece mais que provável é um governo PPD/CDS, não só por serem mais fiáveis para cumprir as ordens vindas de fora mas também por estarem de acordo com as medidas impostas, quer no plano político/ideológico, quer no plano económico. Até, para mostrar serviço, irão mais longe do que as ordens dos patrões e aproveitarão a embalagem para destruir tudo o que puderem nos apoios sociais, na educação e saúde públicas, e avançarem na privatização do Estado.
O PS perde por ter ficado refém do Sócrates, muitos irão votar na direita só para o verem pelas costas. Perdidas as eleições e se afastados do poder iremos assistir às facadas nas costas do Sócrates por aqueles que ainda hoje lhe davam palmadinhas nas ditas. O Almeida Santos já começou.
O CDS é, na minha opinião, o grande vencedor, pois sem ele não haverá maioria parlamentar e terá ministérios importantes. Mais, as sondagens apontam para que a sua votação seja igual ou ande lá perto da soma do PCP e BE.
Se assim for é uma grande derrota para a esquerda e, desta vez num período de grande descontentamento e crise que, em princípio, seria o ideal para captarem os votos de protesto e descontentamento.
Desta vez não podem meter a cabeça na areia como a avestruz e cantarem pateticamente vitória, ou analisam a sério o que lhes aconteceu ou correm o risco de se tornarem dispensáveis.
Gostaria de me enganar totalmente, ficaria feliz com o meu erro.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
OS CALOTES CAMARÁRIOS JÁ CHEGARAM À NET
Algarve: Sete autarquias que não pagaram com sites e mails bloqueados (Atualizada)
01-06-2011 7:27:00
A Globalgarve,SA, efetivou o corte de serviços no centro de dados regional de alojamento das páginas oficiais a sete autarquias, por falta de pagamento. É o caso de Albufeira, Castro Marim, Lagos, Monchique, Portimão Silves e Vila Real de Santo António. Dívida ascende a 400 mil euros
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O correio eletrónico, a gestão de documentos, o acesso online a diversos serviços, por parte dos munícipes e do público estão agora “em baixo” e quando se digita o endereço eletrónico recebe-se a mensagem de erro.
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O correio eletrónico, a gestão de documentos, o acesso online a diversos serviços, por parte dos munícipes e do público estão agora “em baixo” e quando se digita o endereço eletrónico recebe-se a mensagem de erro.
O Observatório do Algarve verificou, através do Portal Algarve Digital que às 18h00 estavam a funcionar sem percalços os sites das câmaras de Alcoutim, Aljezur, Faro, Lagoa, Loulé, Olhão, São Brás, Tavira e Vila do Bispo.
Já nos sites de Albufeira, Castro Marim, Lagos, Monchique, Portimão, Silves e Vila Real de Santo António o acesso era negado.
Das noves autarquias que receberam a comunicação da suspensão de serviço, terá sido regularizada, mesmo que parcialmente, a situação da autarquia de Olhão, apurou o Observatório do Algarve.
Recorde-se que a agência regional de desenvolvimento comunicara a nove das 16 autarquias algarvias a intenção de suspender os serviços , perante as dívidas acumuladas já prestados, designadamente através do Centro de Dados Regional, mas também quanto ao uso de software criado especificamente para a governação autárquica, conforme avançou esta manhã o Observatório do Algarve.
Em causa está uma dívida que ronda os 400 mil euros e faturação que, em alguns casos, remonta há mais de 2 anos.
A suspensão destes serviços tem como consequência os sítios na Internet das autarquias deixaram de estar acessíveis, o sistema de correio eletrónico não funcionar, ficando ainda comprometido o processo de gestão documental, através do qual, entre outras funcionalidades, como a consulta online dos processos, são emitidas as faturas da água, entre outros documentos autárquicos.
O diretor geral da Globalgarve confirmara ao Observatório do Algarve “a existência de dívidas de algumas autarquias a quem a Globalgarve presta serviços”.
Paulo Bernardo recusara-se, porém, a identificar aquelas que têm calotes, “porque acreditamos que amanhã teremos as situações, senão de forma total, mas pelo menos parcialmente resolvidas”.
A Globalgarve assume como missão “dinamizar projetos estratégicos para o desenvolvimento da região. Embora com figurino legal de sociedade anónima, da sua estrutura acionista fazem parte 55 acionistas, entre entidades públicas, associações empresariais, todos os municípios e empresas de âmbito regional e nacional.No último biénio, entre outras atividades, a Globalgarve assumiu a gestão operacional do Programa Algarve Digital, para a integração da região na Sociedade de Informação.
Ao longo dos últimos anos a agência de desenvolvimento tem prestado serviços na área de desenvolvimento Web a diversas entidades da região, recorrendo à experiência adquirida na criação de vários dos sites e ferramentas utilizadas e disponibilizadas às autarquias, as primeiras a quem foram prestados este tipo de serviços, nomeadamente o desenvolvimento de toda a estrutura necessária aos sites.
No âmbito da prestação de serviços na área de web development a Globalgarve concretizou durante o ano de 2010 os sites da Junta de Freguesia do Montenegro do Arquivo Distrital de Faro e da SGU de Vila Real de Santo António, disponibilizado no já início deste ano.
Antes, foram criados os mapas interativos e a disponibilização na Internet dos Planos Municipais de Ordenamento do Território. Também o Turismo do Algarve, a Agência Regional de Energia, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (microsites) e a Diocese do Algarve, entre outras entidades, viram os seus sites desenvolvidos e alojados no Centro de Dados Regional.
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